
"Pobres pais! Quantas vezes não estarão morrendo por afagar o filho e, todavia, em vez de lhe darem um sorriso carinhoso, um beijo, uma palavra de doçura, fingem-se indiferentes e afastam-se para que o pequeno nã o lhes perceba a comoção.
Néscios! Julgam que com isso estabelecem uma corrente de respeito entre eles e os filhos; julgam que isso é indispensável para o bom êxito da educação; quanto toda essa anomalia só pode servir para lhes roubar a confiança e a estima dos entes predestinados a dedicar-lhe todas as primícias de sua ternura.
Os pais dessa espécie levam a tal exagero a sua convencional rispidez, que, se acham graça em alguma coisa feita pelo filho, sufocam o riso, medrosos de que qualquer expansão acarrete uma quebra ao respeito filial"
Trechos da obra Casa de Pensão, Aluísio de Azevedo.
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